Como construir uma marca pessoal: parte 1

É simples, mas não é fácil.
O processo de construção de uma marca pessoal pode reduzir-se a 3 simples passos, 3 respostas que temos que encontrar para as perguntas:


1. Quem sou?
2. Quem quero ser?
3. Como chego lá?

As perguntas não são nada complicadas, as respostas é que podem ser...

Quem sou eu?

Como qualquer vendedor que tem que conhecer o seu produto a 100% e, mais importante ainda, tem que acreditar nele, também nós temos que conhecer muito bem o que "estamos a vender".

É preciso usar aquela palavra feia, da qual ninguém gosta e que poucos levam a sério: "autoconhecimento". Este é um processo longo, contínuo porque estamos em constante mudança e, em algumas situações, desconfortável.

O desconforto vem de dois lados:

- da possibilidade de descobrirmos algo sobre nós próprios que nos custa admitir, algo de que não gostamos;

- da dificuldade em sermos objectivos na auto-análise (os problemas dos outros são sempre tããão fáceis de resolver; a nossa vida é que é complicada e cheia de nuances, certo?)

Uma das formas de conseguir esta fugidia objectividade é fazendo escolhas.

Há um sem número de exercícios de autoconhecimento e, praticamente todos, nos “obrigam” a escrever. O que colocamos no papel é uma escolha que fazemos naquele momento e que tem o seu significado.

Exemplo prático: 
pegue num papel e num lápis (ou abra o bloco de notas aí no seu PC. Não é a mesma coisa, mas serve…) e responda às perguntas:
- o que é que faço naturalmente bem?
- o que é que aprendi a fazer bem?
- um herói (morto ou vivo, real ou imaginário)
- o que quero ser quando for grande?

Escreva a primeira coisa que lhe venha à cabeça.
Vá, eu espero…





já está?

Se conseguiu, parabéns, deu o seu primeiro passo para desligar o complicómetro.

Se ainda não foi desta, deixe marinar aí as ideias mais um bocadinho e quando lhe surgir uma resposta (não interessa se é bonita, nem se fica bem) escreva-a. Tome uma decisão.

E agora a parte gira: analisar o que essas escolhas dizem sobre nós, se têm relevância para a nossa marca pessoal e se as podemos revelar ao mundo sem chocar a mãe, o pai e a avó (ou se as respostas foram tão verdadeiras, que vale a pena chocar meio mundo). Mas como não estamos numa sessão psicanalítica, avancemos.

Este processo de autoconhecimento é feito aos soluços.

Paramos, pensamos, descobrimos algo.
Agimos sobre essa descoberta.
Surgem novas questões e insatisfações que nos levam de volta à necessidade de parar para pensar.
Surgindo dificuldades em parar, posso sugerir o uso deste kit anti stress.


A segunda fase deste passo é transformar as nossas autodescobertas em elementos que podemos usar na nossa marca pessoal e que podem ser comunicados aos outros:
- uma proposta de valor única;
- um conjunto de competências/talentos diferenciadores (que iremos incluir no CV p. ex.);
- uma lista de características nossas e os resultados se podem obter dessas características;
- o que é que realmente nos motiva;
- etc.

Tudo isto nos prepara para avançarmos para o segundo passo: a resposta à pergunta quem quero ser?
E esse será o tema de um dos próximos posts…

Obrigada por ter chegado até ao fim, pelos seus comentários e pela partilha no Facebook!

2 comentários: