Como aumentar a Autoconfiança e outras histórias

Há conceitos difíceis de colocar dentro de uma única gaveta por estarem completamente interligados na nossa realidade humana. Uma pessoa com falta de confiança consegue ser corajosa? Consegue correr riscos? Consegue ser proactiva? Consegue procurar e explorar o mundo e todas as oportunidades que tem à sua volta?

Eu acho que não.
Ao descobrir como se trabalha a autoconfiança, descobrimos também como desenvolver um conjunto de outras competências/traços de personalidade, e ainda como aumentar a empregabilidade.
photo credit: Brandon Christopher Warren via photopin cc


Este post andou perdido durante anos!
E de repente, surge uma conjunção de factores que tornam a sua publicação quase que imperativa: aparece misteriosamente no topo da lista dos rascunhos, tem tudo a ver com o artigo publicado anteriormente (Networking para tímidos), é o tema de outro post, num dos blogs que seguimos por aqui...

A falta de autoconfiança afecta, arriscaria dizer, toda a gente, numa ou noutra altura das suas vidas.
Não quero, nem acredito, que este seja um problema único do sexo feminino.
Pode ser um elemento mais ou menos presente, mas não é algo constante que se mantém sempre nos mesmos níveis todos os dias das nossas vidas. Para o bem, e para o mal.

Este tema surgiu a partir de um artigo do Expresso Emprego: Autoconfiança gera Emprego.
Na sequência de um estudo académico, ficou então científicamente provado que "os jovens que confiam em si têm melhores empregos".
Depois de seguir um grupo de 500 jovens em fase de conclusão de curso, a investigadora chegou ainda a outra conclusão: "a família está na base da autoconfiança".

Quanto a isto, eu fiquei sem dúvidas durante a minha estadia na India. Em vários momentos, a minha colega de apartamento, uma escocesa loura, de olhos azuis, alta e magra, disse-me "quem me dera ter a tua confiança".
Eu, que ficava com dores no pescoço sempre que olhava para ela, passando as mãos pelos meus quilinhos a mais, comecei a pensar a que se devia este desequilíbrio: porque gostava eu tanto das minhas imperfeições e ela, nem do que era perfeito nela conseguia gostar?

Começamos a partilhar histórias de como se constrói este amor próprio.
Para mim, a primeira causa está nos meus pais, principalmente na minha mãe. Sempre achei que, mesmo que eu lhe aparecesse à frente, embrulhada num saco de serapilheira, ela diria "mas que bem que te fica esse vestidinho, filha!"

A família da minha colega era um bocadinho diferente.
Há uns anos atrás ela tinha tido uns problemas cardíacos e teve que ser hospitalizada durante umas semanas. A primeira coisa que a mãe dela lhe disse quando a foi visitar ao hospital foi "estás mais gorda!"

Ora bem, eu podia começar agora a fazer campanha para uma causa na qual acredito piamente (que as pessoas deviam precisar de fazer um curso académico-prático e tirar uma licensa para poderem ser pais), mas este não é o local apropriado.

Mas antes de apresentar algumas dicas para aumentar a autoconfiança, deixo um apelo a todas as mães, pais, tios e tias, avós, primas e padrinhos: A família está na base da autoconfiança.
Não interessa se vocês acham que as vossas palavras não têm impacto nos outros. A realidade é que têm e muito. Por isso meçam-nas com cuidado e ajudem a moldar criaturas cheias de autoconfiança, amor próprio e todas as outras coisas maravilhosas que vêm por acréscimo. Quanto mais não seja, como forma de combate ao desemprego jovem!

Como aumentar a autoconfiança
photo credit: Pavel P. via photopin cc

1. Cuide da sua imagem como acha que as "lindas" cuidam
As belezas amazonas (ou esqueléticas) que aparecem nas revistas, filmes e tv não acordam de manhã com aquele ar. Se não acreditam em mim, façam uma pequena pesquisa no Google com os termos "celebrities without makeup". Aviso já que não é bonito.
Se quer ter um cabelo sedoso, liso e brilhante, é preciso lavar, cuidar e esticar.
Se quer uma pele uniforme, de maçãs rosadas e pestanas felinas, aconselho base, corrector, blush e várias camadas de rimmel.
As coisas não acontecem por acaso nem sem esforço. Avalie como quer estar e tome os passos necessários para lá chegar. Podem ser muitos ou poucos. It's up to you.

2. Vista-se como se fosse para uma festa
Não é necessário cobrir-se de lantejoulas da cabeça aos pés, mas apenas afastar-se um pouquinho das calças de ganga e camisola de malha que veste todos os dias.
Mais uma vez, faça um pequeno esforço e veja como se sente. E quando sair de casa, acredite nos elogios que lhe fazem.

3. Pense positivo. Cale o negativo.
O mesmo conselho do costume. É preciso sair da nossa cabeça, calar o crítico constante, que parece estar sempre em modo On dentro do nosso cérebro, e começar a ouvir e pensar no positivo. Comece o dia lendo alguma coisa que a faça rir. Eu começo o dia com um prémio: tomo o pequeno almoço a ver um episódio da série "Modern Family". Não gasto muito tempo e fico imediatamente bem disposta.
Descubra o que faz com que passe para um modo positivo e rodeie-se disso.

4. Tenha uma boa postura
Já falamos aqui das maneiras estrambólicas como o cérebro funciona (não pense num elefante cor-de-rosa, ok? Boa sorte). Outra coisa fantástica é a forma como a postura corporal afecta o que pensamos e o que sentimos naquele momento.
Um exercício muito comum nas palestras de PNL, para mostrar precisamente isto, é o seguinte:
- numa sala cheia de gente
- ponha uma caneta na boca
- incline a cabeça para trás
- pense numa coisa triste
Como toda a gente se está a rir, é practicamente impossível.
Da mesma forma, se tiver uma postura confiante: costas direitas, queixo levantado, sorriso nos lábios, irá sentir-se de maneira muito diferente do que se estiver curvado sobre si próprio, a sentir os pneuzinhos da barriga a tocar no peito.

Tem mais algumas dicas para aumentar a autoconfiança para partilhar?
Deixe-as nos comentários!
E obrigada por partilhar este post nas redes sociais.

4 comentários:

  1. Olá Teresa! Adorei!! :) Concordo tanto contigo em como devia haver um curso para aprender a ser pai - na infância é onde se constrói a auto-estima e a família devia ter mais consciência do seu papel no sucesso ou insucesso futuro da criança. Mais dicas para aumentar a autoconfiança? Escreverem as vossas qualidades, talentos e sucessos. 20 de cada! :) --> http://www.look-a-day.com/2013/02/auto-ajuda-do-dia-quais-sao-as-tuas.html

    Beijinhooo

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    1. Obrigada pela dica e pelo comentário Anita ;)
      E em breve cá nos veremos pelo Porto! Can´t wait!
      Beijinhos

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  2. Olá Teresa! Este é um tema que me interessa muito (defeito profissional à parte...). Gostei bastante do modo como descreve o facto dos factores externos serem fulcrais para uma boa autoconfiança e eu ia ainda além. Se imaginarmos um diagrama com três círculos que se intersectam, a autoconfiança é um dos elementos que constrói a autoestima (os outros são o autoconceito e o amorpróprio). Todos estes conceitos, o gostarmos de nós, acreditarmos em nós e validarmos quem somos, constroem uma pessoa mais enriquecida e satisfeita, por mais limitações que possam existir. Se todas estas fatias forem alimentadas de fora, influenciam-nos de forma significativa mas curta. O problema é mesmo quando começam a fazer parte do nosso próprio pensamento. Aí, pensamentos bons ou maus, durarão uma vida, se lhe for permitido. Como os pais (aqueles que precisariam de curso, licença, visitas de vigilâncias periódicas, etc,…), muitas vezes esses pensamentos alheios tornam-se nossos e por mais que saibamos racionalizar que não correspondem à verdade, como a Teresa diz, têm imenso impacto em nós (como tudo o que nos rodeia). É essencial sabermos fazer um “own yourself” realista e adequado, que nos faça sentir bem connosco próprios. Passaremos a dar menos importância às opiniões alheias manhosas e a valorizar as construtivas e positivas. Sem dúvida tão pertinente no mundo profissional, como na esfera pessoa. Obrigada pelos temas sempre giros! :)

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    1. Olá Isabel! Muito obrigada pelo seu comentário.
      Tem toda a razão: é preciso ir mais além dos factores externos, embora estes pareçam muito mais fáceis de alterar e de resultados mais imediatos.
      Deixo-lhe um desafio: é possível construir um conjunto de "dicas" para trabalhar alguns destes factores internos?
      Que tal fazer um post (ou um conjunto de posts) em modo "5 truques para aumentar a autoestima"? Não sei se conceitos tão elaborados e que exigem um trabalho demorado e bem estruturado, se conseguem simplificar numa comunicação deste género. Mas fica a provocação :)
      Gostaria imenso de a poder publicar aqui como blogger convidada ;)

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