Ir ao Facebook ou não ir ao Facebook, eis a questão...!

Ultimamente tenho andado a criar uma aversão crescente ao Facebook.
Este sentimento aumenta na altura das modas: quando os joguinhos andam na moda e recebo 500 convites para o Candy Crush Saga e a Quinta de Qualquer Coisa (eu não gosto destes jogos, eu não jogo estes jogos e não há convite que me mude as ideias); ou a recente moda dos desafios: fotos da infância, listas de livros preferidos, ...
photo credit: christoph_aigner via photopin cc


Detesto também aquela quase que obrigatoriedade de estar presente e de ter coisas para partilhar e mostrar ao mundo, de pintar uma realidade que seja interessante e que leve os outros a clicar num botão. A nossa auto-apreciação e auto-estima, ligadas ao número de likes e comentários que obtemos nas redes sociais. Tudo isto me parece cada vez mais ridículo.

Não estou sozinha neste meu grito do Ipiranga, de acordo com o Washington Post, já é oficial que os adolescentes abandonaram o Facebook. Outras redes sociais como o Instagram e o Twitter, estão a ganhar os seguidores que o Facebook perde e conseguem cativar os mais novos por estarem livres e desempedidas dos pais e avós que já dominam os likes, os comments e os shares do Facebook.

Como ter apoio científico por detrás de uma opinião é sempre agradável e confortável, partilho aqui estes dois videos, do canal sobre ciência do YouTube - Veritasium, que explicam o problema com o Facebook e particularmente com a publicidade paga nesta rede social.



O que mais me chamou a atenção neste vídeo é a realidade do nosso feed de notícias.
Há algumas páginas das quais gosto, mas que raramente aparecem no meu feed. Isto porque se não gostar e comentar tudo o que me interessa (e nem sempre dá jeito/apetece/quero fazê-lo), esses elementos vão desaparecendo, sendo substituidos por outros, acabando eu com um feed composto apenas pelo conteúdo de uns 5 ou 6 primos e de outros tantos amigos. Não tenho problema nenhum com as novidades da família, mas para isso é que existem telefones e festas de aniversário.

Para além disso, parece que o próprio Facebook admitiu num comunicado que esperam que o alcance orgâncio dos posts venha a ser cada vez menor, ou seja, se queremos que alguém veja o que publicamos, teremos que pagar. Isto é válido tanto para empresas como para utilizadores individuais transformando-nos a todos em anunciantes.



Por estas e por outras estou a cinco minutos de apagar a página do Facebook do Eu, Marca Registada e a uns 10 de eliminar a minha página pessoal.

E a ti, o que te parece a vida no Facebook?

Se gostaste deste post, partilha-o no Twitter ou no Google+ :)
(usa os botõezinhos aqui por baixo)
Obrigada pelos teus comentários!

2 comentários:

  1. Olá Teresa,

    Nesta partilha de opinião sobre o facebook incluis aquilo que também a mim faz "comichão" nesta rede social... A verdade é que, para além do linkedin, só o twitter me mantém sempre por perto (umas vezes mais assídua do que outras).
    Sinceramente, e a partir do momento em que algo começa a parecer mais "obrigação" do que outra coisa, acho que te deves focar nos meios que mais significado têm para ti, e que melhor resultado têm em termos de divulgação e relação com a tua marca.
    É por isso mesmo que ainda dão aderi a instagram e pinterest, já me começa a parecer um pouquinho demais - prefiro não ter um perfil em todo o lado, do que "ir a todas" e depois não ter tempo e/ou conteúdos relevantes para partilhar em todos os perfis...

    Mas seja onde for que a tua marca registada vá parar, terás sempre deste lado uma leitora (muito) atenta! :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Isabel,
      Muito obrigada pelo teu feedback, é sempre bom saber que está gente desse lado :)
      Pois isto das redes sociais, ao início é tudo muito bonito e entusiasmante, mas realmente chega a um ponto de obrigação que, tendo em conta the big picture, é pura e simplesmente ridículo!
      Obrigada pelo teu comentário e acompanhamento sempre presente deste projecto :)

      Eliminar