As 3 maneiras de combater a (D.) Inércia + 1 extra

Estava aqui numa batalha interior entre trabalhar vs. ir para o sofá/ir passear/fazer tudo menos o que tenho para fazer e saltou-me à cabeça (salvo seja) a ideia da D. Inércia - a senhora do anuncio do BES.


Não que aprecie muito os anúncios, mas acho que a senhora devia ser adoptada como mascote deste tempo, destes meses que, mesmo disfarçados, são de Verão.
Estes meses em que apetece concentrar em lazer, idas ao parque da cidade, que bikini usar amanhã e não em estratégias de marketing, o que é uma proposta de valor única ou que o programar no Facebook da empresa para a próxima semana.

A D. Inércia devia também ser a santa padroeira dos trabalhadores independentes (ex-freelancers, que me dizem ser termo fora de moda...). Ou melhor, o demónio padroeiro. Muito mal se pode falar dos patrões, dos horários, do trânsito e dos escritórios, onde o sol só entra para nos gozar.
Mas a realidade é que ser dono do seu tempo, tem que se lhe diga. Isto de nos motivarmos a trabalhar, quando a única coisa que nos impede de ir para a esplanada beber uma cerveja, é a nossa consciência, tem muito que se lhe diga. É preciso desenvolver uma disciplina maior que a do monge budista no anúncio do Fenistil (hoje deu-me para as referências a marcas).

Então como calar de vez a D. Inércia, numa sexta feira de sol (a sua tentação preferida)?

1. Desenvolver disciplina e consciência do que tem que ser feito, parece-me um bom treino.
Talvez demasiado pesado para os meses de Julho-quase-Agosto...

2. Subornar a D. In. (damo-nos bem, podemos abreviar o nome, na boa!) com uma recompensa top depois do trabalho estar feito. Em vez de um quadradinho de chocolate, a tablete completa; em vez de um fino na praia, um jantar com a amigalhada toda; em vez de um duche, um banho de imersão com todos os mimos... Já estão a perceber a ideia.

3. Interiorizar que se, como eu, têm uma consciência, ela vos vai atazanar (termo técnico) durante todo o fim de semana/férias/vida e existirá sempre aquele peso mental desnecessário, a tornar o merecido descanso um bocadinho mais agri-do-que-doce. Ou seja, mentalizarmo-nos que mais vale arrancar o penso da ferida de uma vez só - e fazer o que tem que ser feito o quanto antes - e depois teremos uns gloriosos dias de descanso sem culpabilização.

+1. Deixar a D. Inércia ganhar de vez em quando e não achar que isso é o princípio do apocalipse. Afinal ela é uma senhora e merece ser ouvida. às vezes.
E depois do segundo fino na esplanada, quem é que se lembra da consciência?

Bom fim de semana!

2 comentários:

  1. Adorei, adorei!! Hiper-Mega bem escrito! Não podia estar mais de acordo!!! Vou seguir as dicas!!! Bjs ssss

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  2. Obrigada Mana Branca! Depois diz como correram as dicas, se não te magoaste nem coisas assim :) Beijinhos!

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